Telefone celular pode ajudar na ampliação do acesso a exames
05/06/2008 - 08:53
A Organização Mundial da Saúde afirma que três quartos da população mundial não têm acesso a exames radiológicos, como ressonância magnética, tomografia computadorizada, entre outros.
A Organização Mundial da Saúde afirma que três quartos da população mundial não têm acesso a exames radiológicos, como ressonância magnética, tomografia computadorizada, entre outros. Pensando nisso, engenheiros da Universidade da Califórnia, em Berkeley, estão desenvolvendo uma tecnologia que, além de baratear os custos dos equipamentos de diagnóstico por imagem, facilitaria o envio das informações via telefone celular.
Segundo líder da pesquisa, professor Boris Rubinsky, a maioria destes aparelhos consiste em três partes: o hardware para captação da imagem, o software para o processamento e o monitor. Quando estas três partes são combinadas em uma unidade, muitos componentes são redundantes e aumentam o custo da aparelhagem.
Por isso, a proposta dos pesquisadores é separar essas partes para que a peça mais complicada - o software usado para transformar os dados brutos colhidos em imagens relevantes - fique hospedada em uma única central. Essa central de dados poderia receber os dados enviados por diversos aparelhos instalados em diferentes locais e processar os exames de inúmeros pacientes, diminuindo assim, os custos.
O telefone celular serviria não só para enviar os dados, como também, para recebê-los. Assim, o resultado final do exame seria enviado de volta ao aparelho e exibido na tela das clínicas e hospitais.
Na primeira bateria de testes, os pesquisadores californianos conseguiram colher os dados de uma tomografia, enviá-los a uma central onde foram processados e retornaram com sucesso.