Sonhos e muita luta marcam o surgimento da imprensa em Armazém
19/03/2008 - 09:32
O desejo de ser um comunicador foi um sonho alimentado pelo aposentado José Waldir Michels, 69 anos, desde a sua juventude. Seu Zezinho, como é carinhosamente chamado, é morador de Armazém e sua história de vida está diretamente ligada aos primeiros passos das atividades jornalísticas da cidade.
O desejo de ser um comunicador foi um sonho alimentado pelo aposentado José Waldir Michels, 69 anos, desde a sua juventude. Seu Zezinho, como é carinhosamente chamado, é morador de Armazém e sua história de vida está diretamente ligada aos primeiros passos das atividades jornalísticas da cidade.
Espontâneo e bem humorado seu Zezinho começou na escola, lá nos tempos em que as séries se encerravam após quatro ou cinco anos de aprendizado. Sua mestra, lembrada com admiração, Dona Mônica Philippi Cardoso, foi uma das incentivadoras das produções artísticas e de formação da atual Escola de Educação Básica Monsenhor Giesberts de Armazém.
No ano de 1956, os alunos Beatriz Damázio, Maria Michels, Luiz Medeiros e Guido Michels, sob a coordenação do jovem José Waldir Michels e sob a responsabilidade da Irmã Maura, iniciaram a confecção de um jornal escola: o “Jornal Escolar Juventude”, que era datilografado por ele. Além disso, gostava de pautar e discutir com os colegas, assim como fazem hoje os editores-chefes dos grandes jornais. Sem saber ao certo estes jovens eram jornalistas. Mesmo sem diplomas ou carteira de prático, como eram classificados os jornalistas antes da exigência de formação acadêmica. Então o sonho de ser jornalista foi crescendo dentro de seu Zezinho.
No ano de 1957 e nos que se seguiram, José Waldir Michels lutou para ser jornalista, mas não conseguiu. Tentou seguir carreira no exército depois de servir, fato este que não foi possível. Voltou para a cidade, mas o interior tinha ficado monótono aos olhos do jovem que acabara de chegar do Rio de Janeiro. Então decidiu ir para São Paulo, lá ficando por quatro anos, onde estudou e formou-se no curso de Técnico em Eletrônica. De volta a Armazém casou com Liege Terezinha May Michels com quem constituiu família e tem cinco filhos.
Paralelo ao sonho de ser jornalista a vida da família Michels crescia e o Técnico em Eletrônica optou por trabalhar com a venda de produtos eletrônicos, constituindo a Casa Michels. Não demorou muito para que ele enveredasse para os caminhos da comunicação. Em parceria com o amigo José Manoel Cardoso começou a construir rádios. E para que a cidade pudesse assistir à televisão, os companheiros João Araújo, Rosalvo Cardoso, Célio Michels, Bertolino Boeing, Osvaldo Rodrigues (tio Vardo), José Manoel Cardos e seu Zezinho foram os idealizadores da torre de recepção da TV no Morro do Senhor Lauro May, local este que é utilizado até hoje, sendo a torre melhorada de acordo com as inovações de cada época. Ele, ainda, foi o responsável pela instalação do som na torre da Igreja Matriz São Pedro Apóstolo de Armazém, uma novidade para a época e que funciona desde 1976 até os dias de hoje.