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Agropecuária

Planta é opção de matriz energética limpa e renovável

04/09/2008 - 09:36

A cana-de-açúcar responde por 16% da matriz energética brasileira, uma das mais limpas e renováveis do mundo, atrás apenas do petróleo e derivados (37%). Da planta aproveita-se o caldo, o bagaço e a palha da cana para produção de açúcar, etanol, adubo e bioeletricidade, com vantagem de reduzir impactos ambientais e gerar créditos de carbono.
As informações foram prestadas pelo assessor econômico da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Única), Luciano Rodrigues, durante palestra na 1ª Semana do Etanol, compartilhando a experiência brasileira, dia 02, em Araras/SP.
Rodrigues informou que apenas 20 produtores de petróleo fornecem combustível fóssil para todo o mundo. Ele acredita que mais de cem países poderiam produzir biocombustíveis para 200 nações, utilizando a cana-de-açúcar como matéria-prima.
O setor sucroalcooleiro tem expectativa de que até 2010 mais de 450 unidades produtoras de açúcar e álcool estejam funcionando. Hoje são 410 unidades industriais. Há previsão de investimentos da ordem de US$ 33 bilhões na instalação de novas unidades produtoras até 2012. Neste mesmo período, a participação do capital estrangeiro no setor deverá aumentar de 7% para 12%.
Em relação à produção da cana, o assessor da Única disse que o plantio está concentrado na região centro-sul do País, distante mais de 2,5 mil km da Floresta Amazônica, e o cultivo pode ocupar 25 milhões de hectares das áreas de pastagens degradadas disponíveis.      

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