16/10/2008 - 08:58
Quase metade dos professores, que comemoraram na quarta-feira, o seu dia, acredita que educação piorou nos últimos anos. Apesar do cenário negativo, mais de 60%, tanto da escola pública quanto da particular, acreditam que essa situação vai melhorar.
Este é um dos resultados da pesquisa “A Qualidade da Educação sob o Olhar do Professor”, da Fundação SM e a Organização dos Estados Ibero-Americanos. Mais de 8 mil professores participaram do estudo que investigou a opinião dos docentes sobre vários aspectos do processo educacional. “A gente não consegue entender nenhum processo de desenvolvimento da educação sem envolver o professor nessa reflexão, porque ele é o agente transformador. Existe uma percepção do professor de não se sentir ouvido ou envolvido nesse processo”, diz Igor Mauro, diretor geral do Grupo SM.
Segundo a pesquisa, quanto maior é o tempo de carreira desse professor, maior é o seu pessimismo. Entre os que têm de 21 a 30 anos de carreira, 52,4% acreditam que a qualidade da educação está pior. Entre os que tem mais de 30 anos de carreira, esse percentual sobe para 65,6%.
Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, os professores mais antigos perdem a esperança porque não enxergam solução para problemas que já existem há muito tempo e nunca são resolvidos.
“Mas nós [CNTE] acreditamos que a escola pública pode melhorar e muito. Ela tem material humano pra isso, pessoas com vontade.”.
Por outro lado, são os professores recém-chegados às escolas os que mais acreditam em um futuro melhor para a educação no Brasil: 65,6% entre os que possuem até três anos de experiência. “É um bom sinal de que temos novas pessoas com disposição para lutar”, avalia Leão. A professora Fernanda Rocha Gay acredita que o trabalho do professor é “muito sério” porque tem conseqüência direta e interfere na vida de uma criança, mas essa importância não é reconhecida pela sociedade.
© 2008 - O Regional Sul - Todos os direitos reservados