O Regional Sul

Ir para o menu

Ir para o conteúdo

O Regional Sul

Página inicial | Mapa do site | Fale conosco

 

 

Conteúdo

Saúde

Liberdade moderada para a aprendizagem

18/09/2008 - 08:51

Liberdade moderada para a aprendizagem

Testes realizados na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP mostram que a aprendizagem motora é favorecida quando o professor explica os movimentos, mas deixa o aluno livre para interpretar as instruções e desenvolver a ação. Ou seja, ser “didático demais”, com indicações passo-a-passo, pode acabar prejudicando o desenvolvimento do aprendiz. Os resultados foram obtidos na dissertação Efeito do grau de liberdade na escolha da resposta no processo adaptativo em aprendizagem motora, do professor Flávio Henrique Bastos.
No campo motor, seus estudos corroboram a idéia de que a apologia ao lúdico nem sempre é a melhor opção, uma vez que apenas deixar que o aluno explore os movimentos não garante uma melhor assimilação dos ensinamentos. Por outro lado, não dar espaço para que ele pense e chegue às seus próprios resultados também não é uma boa tática. Por exemplo, ao falar para que o aluno arremesse uma bola para certa direção com a maior força possível, o professor irá estimular que ele conheça sua própria força, medindo intensidades de arremesso, e explore formas de movimento, como arremessar mais acima ou abaixo do ombro, afastado ou próximo do corpo. Isso não ocorreria se o instrutor pegasse o braço do aluno e realizasse o movimento por ele, pois quando ele tivesse que fazer isso sozinho, não teria desenvolvido mecanismos para tal.
O intuito era entender como as pessoas aprendem melhor – se com muita, pouca ou nenhuma liberdade no processo. “Hoje muito se discute o papel do aluno no conhecimento, porque ele precisa se sentir parte da aprendizagem para que essa se realize de fato. O aprendiz deve ser um agente e não somente um receptor. Mas o quanto ele consegue aprender sozinho?”, questiona o professor.

© 2008 - O Regional Sul - Todos os direitos reservados