09/02/2012 - 14:12
As férias chegaram ao fim.
Não por coincidência, na véspera do início dos testes da F-1, em Jerez.
Até este momento, 8 das 12 equipes já mostraram seus carros: Caterham, McLaren, Ferrari, Force India, Lotus, Sauber, Red Bull e Toro Rosso.
O lançamento da Williams foi na terça-feira (7). O da Mercedes, no dia 21. Marussia e Hispania ainda não informaram quando exibirão seus carros.
Como até os guard-rails de Jerez já perceberam, a grande marca dos novos carros está na cara. Ou melhor, no bico. O da Caterham foi só o primeiro...
Uma explicação bem didática está no blog do Craig Scarborough.
Vou tentar resumir...
Nos últimos anos, as equipes vinham tentando elevar cada vez mais os bicos dos carros, para otimizar o fluxo de ar no assoalho. Era esse fluxo de ar que alimentava alguns apêndices aerodinâmicos. O difusor traseiro, por exemplo.
O problema é que essa moda foi ficando perigosa. Há limites para a altura de vários pontos do chassi, com o objetivo de proteger a cabeça dos pilotos. E esse limite estava sendo usado sem dó.
Em caso de acidente, os pilotos estavam mais desprotegidos. A possibilidade de que um piloto fosse atingido por um pedaço da dianteira do carro era maior do que a FIA desejava.
Para acabar com isso, o regulamento de 2012 estipula que a área à frente da célula de sobrevivência deve estar, no máximo, a 55 cm do solo. Do início do monocoque até sua abertura, pode ser de 62,5 cm.
Sim, a inclinação poderia ser gradual, como no caso da McLaren. Mas todas as outras equipes chegaram à conclusão, em seus túneis de vento, de que o degrau de 7,5 cm confere melhor eficiência aerodinâmica.
E a Red Bull, com Newey, foi além. Aproveitou o degrau para encaixar duas entradas de ar.
Ok, a explicação técnica é essa.
Já a questão estética derruba a velha tese de que “gosto não se discute”. É unânime: todo mundo achou esses carros horríveis.
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