Estelionatários continuam no presídio de Tubarão
16/07/2009 - 09:18
Thiago Machado/Divulgação/ORS
Thiago Machado/Divulgação/ORS
A Polícia Civil de Armazém prendeu por estelionato, Nicolau Costick, de 44 anos, e Alicia Nicolau, de 37, no último dia 7, quando tentavam extorquir mais dinheiro de uma família, por um trabalho de magia, no município de São Martinho.
Segundo o Delegado de Polícia, José David Machado, os autores estiveram na residência das vítimas para vender panelas, quando disseram às vítimas que naquela casa havia muita inveja e olho grande e que precisavam fazer um trabalho através de uma mãe santa. Alguns dias depois, dia 17 de junho, os autores apareceram novamente na casa da vítima com mais uma mulher que dizia ser a mãe santa. Neste dia, Alicia cobrou R$ 1.250,00, por ter feito um ritual com ovo e caso não desse certo devolveria o dinheiro. No dia seguinte, voltaram à casa e Alicia disse a magia com um ovo teria mostrado que realmente “a coisa estava feia”, e cobrou mais R$ 6.000,00 reais para espantar “os maus espíritos da casa”. Assim que recebeu o dinheiro, disse que voltaria para continuar o trabalho. Voltou no dia 25 de junho, junto com seu companheiro, e disse que teria que continuar o trabalho de magia, mas precisaria de mais R$ 15.000,00. Quando as vítimas disseram que não teriam como arrumar tal quantia, foram ameaçados e informados que “perderiam tudo o que tinham e que o filho do casal não sobreviveria”. Diante de tais ameaças, pediram um tempo para conseguir o dinheiro, sendo que os autores ligaram e marcaram nova data para retornar a cidade, já que os autores residem em Gravataí/RS. Assim que o encontro foi marcado, as vítimas comunicaram a polícia e no dia 07 deste mês, o policial civil Sidnei (DPCO de Amazém) e o policial militar Simon (Polícia Militar de São Martinho) prenderam em flagrante o casal, que estava na casa das vítimas exigindo a quantia de R$15.000,00. O Delegado José David Machado presidiu o flagrante e os presos foram encaminhados ao presídio de Tubarão onde permanecem até hoje, à disposição da justiça.