25/03/2010 - 10:29
O que é a H1N1?
É uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus pandêmico (H1N1) 2009.
O que significa H1N1?
As letras correspondem às duas proteínas da superficie do vírus: H: Hemaglobulina e N: Neuraminidase. O numero 1 corresponde a ordem em que cada uma das proteínas foi registrada, significando que ambas as proteínas tem semelhanças com os componentes do vírus que circulou anteriormente, na pandemia de 1918-1919.
Esse vírus é mais violento do que o da gripe comum?
Até o momento, o comportamento da nova gripe se assemelha ao da gripe comum. O vírus H1N1 2009 não se apresentou mais violento ou mortal, na população geral. A maioria absoluta das pessoas que adoece, seja pela gripe comum, seja pela gripe pandêmica, desenvolvem formas leves da doença e se recuperam, mesmo sem uso de medicamentos. Para ambas as gripes pessoas com doenças crônica, gestantes e crianças menores de dois anos são mais vulneráveis. Mas ainda são necessários estudos mais aprofundados que estão sendo realizados, em todo o mundo, para esclarecer o comportamento do novo vírus.
Como ocorre a transmissão?
A forma mais comum é a transmissão direta (pessoa a pessoa), por meio de gotículas de saliva, expelidas ao falar, ao tossir e espirrar. Outra forma é pelo contato (indireto), por meio das secreções de pessoas doentes. Nesses casos, a mão é o principal veículo transmissor do vírus, ao favorecer a introdução de partículas virais diretamente na boca, olhos e nariz.
Quanto tempo o vírus resiste fora do organismo?
O vírus resiste de 24 horas a 72 horas fora do organismo.
Quanto tempo o vírus permanece vivo numa maçaneta ou superfície lisa? Por até 10 horas.
Qual o período de incubação do vírus? Há como a pessoa ter a doença e não ter os sintomas?
O período de incubação do vírus é de três a cinco dias, quando começa a manifestação dos sintomas. Porém, também é possível que uma pessoa tenha a doença de uma forma assintomática, sem apresentar nenhuma reação. Durante o período de incubação ou em casos de infecções assintomáticas, o paciente também pode transmitir a doença. O período de transmissão do vírus em crianças é de até 14 dias, enquanto que nos adultos é de sete dias. A doença pode começar a ser transmitida até um dia antes do início dos sintomas.
Quais os sintomas da influenza H1N1?
A pessoa apresenta febre acima de 38ºC, tosse e dificuldade respiratória, acompanhada ou não de dor de garganta, ou de manifestações gastrointestinais, dor de cabeça, dores musculares, nas articulações e tosse.
O que fazer quando surgirem os sintomas?
A pessoa deve procurar seu médico de confiança ou a unidade de saúde mais próxima.
Como saber que os sintomas estão se agravando?
Um detalhe importante a ser observado é quando a febre passa e depois volta de forma repentina, após alguns dias.
Como o vírus provoca a morte de uma pessoa?
Afeta órgãos vitais, como o pulmão, provocando dificuldades respiratórias severas, que, se não tratadas adequadamente, podem ocasionar a morte.
Como tratar a doença?
A partir de indicação médica, o tratamento é feito com o antiviral Oseltamivir , que deve ser utilizado em até 48 horas após o início dos sintomas, observando-se as recomendações do fabricante, constantes na bula do medicamento. Qualquer tratamento deve ser orientado por um médico. Em casos graves ou de pessoas que façam parte do grupo de risco, o Tamiflu pode ser usado até 48 horas após o início dos sintomas.
Todas as pessoas que se contaminam com esta doença morrem?
Não. A situação epidemiológica atual, no Brasil e no mundo, caracteriza-se por uma pandemia com predominância de casos clinicamente leves e com baixa letalidade.
Vacina - Informações importantes
O Ministério da Saúde adquiriu as doses da vacina contra a Influenza H1N1 de três laboratórios: Glaxo Smith Kline (GSK), SANOFI Pasteur (em parceria com o Instituto Butantan) e Novartis, que são fornecedores de vacinas para todos os países. Estes laboratórios já tinham experiência com a produção da vacina contra os vírus de Influenza sazonal (vacina administrada anualmente nos idosos no Brasil), e investiram em tecnologia num processo de preparação para a produção de uma vacina para a prevenção do vírus pandêmico (H1N1).
A vacina é segura e já está em uso em outros países, não tendo sido observada uma relação entre o uso da vacina e a ocorrência de eventos adversos graves. A OMS estima que foram distribuídas cerca de 80 milhões de doses da vacina contra a Influenza pandêmica e até o final de novembro foram vacinadas aproximadamente 65 milhões de pessoas. A grande maioria do que vem se apresentando se assemelha à vacina sazonal administrada em idosos, que são reações leves: dor local, febre baixa, dores musculares, que se resolvem em torno de 48 horas.
A vacina registra uma efetividade média maior que 95%. A resposta máxima de anticorpos se observa entre o 14º e o 21º dia após a vacinação. No Brasil, está sendo utilizada a vacina injetável, administrada por via intramuscular, ou seja, com a introdução da solução dentro do tecido muscular. O Ministério da Saúde orienta que a população busque a vacina em lugares seguros e faça denúncias em caso dúvidas de sua procedência, distribuição e uso.
Obesidade grau 3 - antiga obesidade mórbida (crianças; adolescentes e adultos):
1. crianças = 10 anos (IMC = 25)
2. > 10 anos e < 18 anos (IMC = 35)
3. adultos = 18 anos (IMC > 40)
Para calcular o IMC: Divida o seu peso pela sua altura ao quadrado
Doenças respiratórias crônicas desde a infância (exemplos: fibrose cística, displasia broncopulmonar)
Asmáticos (portadores de formas graves - Conforme Protocolo da Sociedade Brasileira de Pneumologia)
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e outras doenças respiratórias crônicas com insuficiência respiratória crônica (ex: fibrose pulmonar, seqüelas de tuberculose, pneumoconioses)
Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (exemplo: distrofia neuromuscular)
Imunodeprimidos (exemplos: pacientes em tratamento para Aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico)
Diabetes mellitus
Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral)
Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes com diálise)
Doença hematológica (hemoglobinopatias)
Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki)
Portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca
Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica:
1. Hipertensão arterial pulmonar
2. Valvulopatias
3. Cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular (fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) < 0.40.
4. Cardiopatia hipertensiva com disfunção ventricular (FEVE < 0.40)
5. Cardiopatias congênitas cianóticas
6. Cardiopatias congênitas acianóticas, não corrigidas cirurgicamente ou por intervenção percutânea
7. Miocardiopatias (Dilatada, Hipertrófica ou Restritiva)
8. Pericardiopatias
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