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Agropecuária

Colunista: Israel Moreira

16/10/2008 - 09:05

Vacinação é decisiva para a  produção de Leite e Carne
O manejo sanitário está inserido nas estratégias de incremento na produção bovina, que pode prevenir ou erradicar doenças, conseguindo assim  maior lucratividade. O Método mais eficaz é a imunização através da vacinação. Para ter segurança  e conquistar resultados rápidos, deve-se seguir a risca o calendário de Vacinação, além de garantir excelente padrão sanitário do rebanho, abrindo ou mantendo mercados.
É Fundamental, a conscientização dos produtores para se alcançar este objetivo.A vacinação representa um dos menores custos dentro do processo produtivo (2 a 5%), e pode ser decisiva para se obter resultados satisfatórios na produção do leite e da carne de qualidade.
O desafio fica por conta da implantação de bons programas sanitários, onde a vacinação é um dos pilares, e da consolidação dos procedimentos de como usá-las corretamente, obtendo os melhores resultados na gestão da saúde animal.
Outro ponto relevante que devemos analisar, condiz com os efeitos preventivos da vacinação, sendo muito mais vantajoso economicamente, prevenir do que remediar.
Algumas enfermidades podem ser prevenidas ou até erradicadas pela vacinação sistemática dos animais. O exemplo mais evidente deste benefício na pecuária é o da febre aftosa. Outro modelo que está em implantação no país, é o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose, outra importante doença que causa sérios prejuízos à pecuária nacional. Isto tendo em vista que é ela a principal causa infecciosa de abortos dos rebanhos de corte e de leite, refletindo também na fertilidade do gado, no coeficiente de mortalidade de bezerros após nascimento, além de ser uma zoonose, doença que é transmitida ao ser humano. Estima-se que no Brasil 10% das propriedades estejam contaminadas.
Além da brucelose, outras enfermidades também passíveis de combate pela vacinação podem apresentar reflexos na esfera reprodutiva provocando abortos, reabsorção embrionária ou infertilidade. Dentre elas estão a leptospirose, rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), a diarréia viral bovina (BVD) e a campilobacteriose.
A raiva e o botulismo, duas das principais causas de mortalidade de bovinos no país, também são problemas sanitários nos quais a vacinação desempenha um papel relevante.
No botulismo, que está associado ao hábito dos animais roerem ossos, a vacinação é uma medida complementar que garante níveis de proteção acima de 98% do rebanho, quando seguida corretamente a suplementação mineral e da eliminação de carcaças dos pastos. Nos surtos associados a água e alimentos contaminados, a vacinação deve ser acompanhada ainda de medidas higiênicas.
Um programa sanitário racional deve contar com a co-responsabilidade de um veterinário conhecedor da realidade regional e que auxilie o produtor na obtenção de resultados. Deve seguir o calendário de vacinação obrigatórias, associadas àquelas consideradas necessárias dentro daquele sistema de produção, a partir de um correto diagnóstico da situação, análise do risco potencial e avaliação do custo/benefício. Neste grupo estão as vacinas contra as clostridiose, as de esferas reprodutivas, as vacinações contra diarréia dos bezerros, contra mastite (gado de leite), ou ainda contra enfermidades de caráter circunscrito ou regional, como por exemplo, o carbúnculo hemático, a hemoglobinúria bacilar ou a ceratoconjutivite. A existência do programa não exclui a possibilidade de realização de vacinações emergenciais, quando necessárias.

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