Clunista: Israel Moreira
06/03/2008 - 10:03
Responsabilidade Ambiental:
um dever do Cidadão
A questão que abordaremos hoje refere-se ao nosso dever de proteger o Meio Ambiente.
Responsabilidade Ambiental:
um dever do Cidadão
A questão que abordaremos hoje refere-se ao nosso dever de proteger o Meio Ambiente. Temos escutado recentemente nos jornais notícias inéditas a cerca de eventos climáticos desconhecidos até bem pouco tempo em nosso Estado. Estes eventos são sinas de que estão ocorrendo alterações no equilíbrio do clima global, e já está comprovado cientificamente, que estas mudanças estão relacionadas ao aumento dos gases de efeito estufa. Portanto, para que possamos agir e modificar este quadro, temos que conhecer quais gases são estes temíveis poluidores e como faremos para reduzir estas emissões e resolver este problema.
Os principais gases de efeito estufa que contribuem para o aquecimento da Terra, são o Gás Carbônico proveniente da queima de combustíveis fósseis, tais como: gasolina, diesel e carvão;e o gás metano, que se forma na decomposição da matéria orgânica, como na bovinocultura, composteiras, esterqueiras, tanques de cultivo de peixe e produção de arroz irrigado.
Como podemos minimizar estes efeitos, já que seria inviável deixar de produzir peixes ou não utilizar combustíveis? A solução é bastante simples, plantar árvores e otimizar o uso dos recursos energéticos naturais. Vamos analisar mais profundamente como estas ações contribuiriam para o apaziguamento destes problemas.
Primeiramente com relação ao plantio e proteção das árvores, precisamos entender que os vegetais possuem a capacidade de retirar da atmosfera o gás carbônico por meio da fotossíntese para o seu crescimento, mas quando queimamos ou derrubamos árvores elas devolvem boa parte do gás carbônico absorvido. Por este motivo à importância de manter as matas, e recuperar áreas degradadas com espécies nativas, pois elas tem por finalidade filtrar o ar. Existem muitas instituições públicas que doam mudas de espécies nativas a custo zero, o que vem contribuindo na recuperação das Matas Ciliares e nas áreas degradadas.
Algumas empresas internacionais tem demonstrado muito interesse em investir em projetos de recuperação da cobertura vegetal e projetos voltados à área ambiental, como otimização no uso de energia e redução na emissão de gases de efeito estufa.
Estas empresas de capital estrangeiro possuem metas de redução de emissões de gás carbônico, firmados por um acordo internacional conhecido como Protocolo de Kioto.
O Protocolo de Kioto, gerou um novo nicho de mercado, conhecido popularmente por Créditos de Carbono. Estes funcionam como uma licença para poluir, desde que invistam em Mecanismos de Desenvolvimento Limpo, nos países que não possuem cotas de redução de emissões, tais como o Brasil.
Um dos principais projetos investidos na nossa região está na introdução dos biodigestores na suinocultura. No entanto, temos que avaliar as propostas destas empresas para inserção neste mercado, pois o Brasil ainda não possui legislação específica que orientem as regras do comércio de créditos de carbono. Somente a partir deste ano serão ditadas as regras destas comercializações. Portanto é somente uma questão de tempo para que as ações de preservação do Meio Ambiente comecem a se tornar lucrativas, e neste mercado toda cautela é pouca.