Autorizada a operação de internet banda larga via satélite
24/07/2008 - 09:30
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a operação de internet banda larga via satélite. O serviço permite uma conexão em alta velocidade sem nenhum fio ou cabo, que pode ser utilizada em lugares remotos. Com a autorização do órgão, o Brasil se torna o último país da América Latina a fornecer esse tipo de serviço.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a operação de internet banda larga via satélite. O serviço permite uma conexão em alta velocidade sem nenhum fio ou cabo, que pode ser utilizada em lugares remotos. Com a autorização do órgão, o Brasil se torna o último país da América Latina a fornecer esse tipo de serviço.
Para se conectar, é necessário comprar um equipamento específico, batizado de Broadband Global Area Network (BGAN), que permite receber os sinais emitidos pelo satélite e trocar dados em até 492 kbps — oito vezes mais rápido que uma conexão discada.
A Inmarsat, empresa que desenvolveu a tecnologia, esperava desde 2006 a aprovação da Anatel para implantar o BGAN no país. A comunicação via satélite no Brasil é fornecida pela Tesacom, empresa que passa a ser a exploradora da nova tecnologia no país. De acordo com o CEO da Tesacom, José Antonio Sanchez, a parceria é benéfica para as duas partes.
O BGAN é o primeiro produto móvel que oferece transmissão de dados em banda larga via satélite no Brasil. Trata-se de um terminal compacto que capta os sinais do serviço em lugares onde é difícil o acesso à internet via cabo. O BGAN é como uma antena; basta posicioná-lo na direção do satélite para iniciar a transmissão de dados.
O público-alvo do novo produto são empresas e prestadoras de serviço que trabalham em locais de difícil acesso, como plataformas de petróleo, mineradoras e grandes construtoras. No entanto, Sanchez ressalta que o serviço também pode ser utilizado por consumidores comuns.
Como a tecnologia é nova, os preços ainda não são muito acessíveis. O valor pago é correspondente ao uso, ou seja, só é cobrada a transmissão de dados e não há assinatura mensal.