06/08/2009 - 09:57
Após a contaminação de animais em uma granja de suínos na Grande Buenos Aires pela gripe A(H1N1), as agroindústrias e autoridades sanitárias catarinenses tomaram uma série de medidas para evitar o problema no Estado. O caso foi confirmado pela Argentina, e seria o primeiro de contaminação de humanos para suínos.
O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de SC (Faesc), Enori Barbieri, diz que as autoridades sanitárias e os produtores estão em alerta máximo no Estado. A determinação é de que apenas pessoas que tratam os animais se aproximem das granjas, e ninguém pode estar gripado. Há, também, maior cuidado com a origem e manipulação dos alimentos aos animais. O governo reforçou a vigilância na fronteira com a participação do Exército.
Isto porque, no caso de contaminação, todos os animais da granja atingida morrem imediatamente. Também haveria a suspensão das compras por importadores, especialmente a Rússia, que adquire 25 mil das 50 mil toneladas que o Brasil exporta mensalmente, alerta Barbieri.
Alerta da Abipecs
A Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) informa que as empresas associadas à entidade estão reforçando seus controles de biossegurança. O presidente da Abipecs, Pedro Camargo Neto, diz que desde o primeiro foco de influenza A(H1N1), erroneamente chamado de gripe suína, o Ministério da Agricultura e a Abipecs estão atuando para reforçar os controles da doença nas granjas, embora elas já atuem seguindo critérios internacionais. Conforme Camargo, os critérios são para proteger os suínos da doença por meio do contato com humanos, e não o inverso. E reafirma que a gripe não é transmitida pelo consumo de carne suína.
Suinocultores estão preocupados
A notícia de um caso de contaminação de animais com o vírus H1N1 da gripe A na Argentina trouxe preocupação para o setor produtivo de Santa Catarina. O receio é de que o vírus possa passar do ser humano para os suínos, o que poderia causar perdas econômicas com a morte dos plantéis e suspensão de exportações. E como Santa Catarina faz fronteira com a Argentina, o risco aumenta. A Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina recomendou restrição nas visitas às granjas, principalmente se alguém apresentar sintomas de gripe.
Para o diretor de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura do Estado, Roni Barbosa, a situação é tranquila. Ele disse que o caso foi isolado e registrado dia 25 de junho na Argentina. Ele questionou também algumas informações do episódio.
“Os funcionários tinham sintomas de gripe, mas não foi comprovado que tinham a gripe A”, disse Barbosa, lembrando que um segundo teste nos suínos deu negativo.
O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Wolmir de Souza, também considera que o fato não é motivo para preocupar o criador.
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