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A alegria de ganhar uma chuteira

Chuteira palavra conhecida no mundo futebolístico, mas não tão conhecida para uma criança de três anos de idade.

“E tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz” (Ef.6.15 NVI) Chuteira palavra conhecida no mundo futebolístico, mas não tão conhecida para uma criança de três anos de idade. O dicionário diz que chuteira é uma botina apropriada para o futebol é o mesmo que chanca e bicanca. Nelson Rodrigues diz que o futebol “expressa o caráter nacional em chuteiras”. Quando estive no Rio de Janeiro fui conhecer o famoso Maracanã palco de tantos jogos de tantas conquistas e de tantas derrotas coma a histórica derrota da Copa do mundo de 50, que marcou profundamente a nossa nação na calamitosa derrota para o Uruguai. Lá no Maracanã eu pude ver na galeria dos heróis do futebol algumas chuteiras, camisas a calçada da fama etc. Sempre é bom rever a história da nossa nação verde e amarelo pela ótica do futebol. Em seu livro Torcidas Organizadas de Futebol: Violência e auto-afirmação, Carlos Pimenta nos remete a história sociológica do futebol que foi introduzido em 1894 na cultura brasileira por Charles Miller. Depois de mais de 100 anos a nação do Brasil é o país do futebol e na linguagem de Nelson Rodrigues o Brasil é a pátria em chuteiras. Quando menino eu nunca tive a oportunidade de ter uma chuteira naquela época as coisas eram mais difíceis eu tive sim um “quichute preto” com travas, será que quichute se escreve assim? nem me lembro mais faz tanto tempo. A criançada aonde eu fui criado conhecido como a “Toca” chutava a bola descalço ou com um tênis simples como conga ou então o famoso quichute. Outro dia desse eu fui surpreendido pelo barulho “toque-toque-toque”, de uma chuteirinha no corredor da igreja, quando virei o rosto pelo toque de uma mãozinha frágil que me tocava insistentemente em pleno culto notei que era o meu filho Vítor Augusto Soares Lopes me mostrando a chuteirinha que tinha ganhado naquela hora. A chuteira azul era usada mais a felicidade de quem estava usando era encantadora, o sorriso gostoso e maroto de quem nunca teve uma mais que agora tem era visível verdadeiramente coisa de criança. Sem eu dar conta ele saiu alegre sem nenhuma inibição desfilando e mostrando para as pessoas seu mais novo presente a chuteirinha. O incrível eu pensei ele não fez nada para merecer aquele presente simplesmente ganhou era uma demonstração da graça que surpreende e cativa coloca nos lábios um sorriso novo e no coração uma alegria pulsante que se esparrama a cada passo, movimento, ação. Quando fomos para a casa os outros brinquedos que ele tem perderam o seu valor a chuteirinha era a sua nova atração. Quando foi dormir tivemos que colocar a chuteirinha perto dele, talvez estivesse com medo de acordar e ela não esta, mas ali. Essa história me levou a refletir sobre a graça de Deus e seu amor, fiquei pensando como uma chuteira ganhada cativou tanto o coração de uma criança indefesa, frágil como alguns dizem um pingo de gente. Na verdade quando transportamos isso para o dia a dia da vida com seus desafios e desencontros percebemos que existe um Deus nos céus que tem dado para a humanidade algo tão profundo que é a salvação em Cristo Jesus. Assim como aquela criança recebeu de graça aquela chuteira Deus em Cristo nos dá de graça a sua salvação, o seu consolo a sua paternidade etc. e isso é um presente do Altíssimo para os homens, não importa a tua história, o teu passado, as tuas crises, a tua frustração o teu medo, Deus quer encher o teu coração de alegria e paz porque o maior gol da história do homem não foi o Pelé que fez mais foi Cristo Jesus que realizou na cruz do Calvário para salvar a humanidade. Todos nós sabemos que a vida humana é um jogo de encontros e desencontros, doçura e amargura, alegria e tristeza, porém Deus quer fazer parte dessa jogada e nos dá a vitória. Que Deus nos abençoe no jogo dessa vida.

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